Cenário da adolescência

A adolescência é cheia de descobertas, alegrias, dúvidas, medos e mudanças. Sem os recursos necessários para vivenciá-la de forma segura, prazerosa e consciente, as(os) adolescentes podem ter sua saúde física, mental e emocional prejudicada. E isso acontece especialmente quando meninas e meninos vivenciam dificuldades socioeconômicas ou problemas familiares.

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No Rio Grande do Sul, 52,7% dos(as) adolescentes entrevistados(as) na pesquisa PeNSE (2019) relataram se sentir muito preocupados(as) com as coisas comuns do dia a dia na maioria das vezes ou sempre, demonstrando sinais de transtornos como ansiedade e depressão. Ainda 29,5% relataram sentir que ninguém se preocupa com eles e 19,7% afirmaram que a vida não vale a pena ser vivida -- esse ponto afeta desproporcionalmente estudantes de escolas públicas (21%) com relação a estudantes de escolas privadas (10%). Com relação à saúde reprodutiva e sexual, 32% relataram não ter utilizado preservativo na sua última relação íntima.

 

O cenário, que já era grave, tornou-se mais crítico pela pandemia de covid-19, já que afastou as(os) alunas(os) da escola. Nesse sentido, é necessário (e urgente) desenvolver intervenções que supram as lacunas de educação em saúde integral, oferecendo recursos e ferramentas para a promoção da saúde dos(as) adolescentes a partir das escolas, pois este é um dos principais espaços de socialização e aprendizagem na adolescência. É, ainda, o espaço em que a gestão pública pode desenvolver ações em escala.